Mês 1

O começo da viagem

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Mãe,
Começou agora a minha vida! Que é tão minha como é nossa! Ainda faltam muitos meses até que nos possamos ver olhos nos olhos, e isso é bom, porque nos dá tempo para nos prepararmos. Eu preciso de crescer, e tu, mãe, precisas de cuidar de tudo e de ti mesma, porque ao cuidares de ti estás a cuidar de mim.

Tudo no nosso corpo está em grandes mudanças. É a vida a querer viver!

Obrigado pelo teu sorriso apesar do cansaço, das possíveis cólicas, náuseas, tonturas, mudanças súbitas de humor.

Um beijinho deste teu meio centímetro, que há de ser muito grande!

Como é muito difícil determinar o momento exato da conceção, estipulou-se que a gravidez tem início no 1º dia da última menstruação, ou seja, é a partir deste momento que se começa a contagem das semanas da gravidez (ou idade gestacional). Isto significa que, durante as primeiras semanas, a futura mãe poderá não estar propriamente grávida, apesar da contagem já ter começado. Vejamos como tudo começa!

Durante a menstruação ocorre uma perda de sangue que resulta da descamação da parede do útero (endométrio), ou que significa que o óvulo libertado no ciclo anterior não foi fecundado. A partir deste momento, inicia-se um novo ciclo, ocorrendo, ao fim de alguns dias, uma nova ovulação.  Durante a fase da ovulação, as alterações hormonais estimulam a libertação do óvulo, que se move ao longo das Trompas de Falópio, enquanto o útero se prepara para uma eventual gravidez. É durante este período de tempo que se pode dar a conceção (momento em que o espermatozóide encontra e fecunda o óvulo). Por volta do sexto dia após a conceção, o embrião implanta-se no endométrio e inicia-se o desenvolvimento das estruturas que acompanharão o desenvolvimento do futuro bebé até ao final da gestação: placenta, saco amniótico (bolsa que ajuda a proteger o bebé, facilitando também os seus movimentos e desenvolvimento) e cordão umbilical. É a partir deste momento que a gravidez propriamente dita se inicia.

Quais os primeiros sintomas da gravidez?

Nas primeiras 3 semanas, normalmente, as futuras mães ainda não sabem que estão grávidas, mas começam a apresentar alguns sintomas. Por exemplo, os mamilos tendem a estar mais sensíveis e a vulva (parte externa do órgão genital feminino) escurece ligeiramente, devido ao aumento do fluxo sanguíneo para esta zona. Também é comum aparecer um pequeno sangramento vaginal nas primeiras 2 semanas, que ocorre quando o óvulo fecundado se implanta no endométrio.

Na 4ª semana de gravidez, o seu bebé é, aproximadamente, do tamanho de uma semente de sésamo. Nesta altura, a mãe já pode sentir mais sonolência, algumas náuseas e maior cansaço.

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Alimento bebé

As grávidas de alto risco podem necessitar de consultas e intervenções mais frequentes. Algumas gravidezes são consideradas de risco quando existem fatores que aumentam a probabilidade de a mãe ou o bebé terem problemas de saúde.
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A gravidez é um período de grandes emoções e descobertas para os futuros pais,  por isso é normal que surjam algumas dúvidas e receios. É, então, essencial que tenham acesso a toda a informação sobre a gravidez, para que possam fazer escolhas livres e esclarecidas. Para tal, é recomendado que a grávida  ou, de preferência, o casal  realize a 1ª consulta de vigilância o mais cedo possível, de modo a:

 

– avaliar a saúde e o bem-estar materno e fetal;

– detetar, precocemente, situações desviantes do normal curso da gravidez;

– identificar eventuais fatores de risco e promover a educação para a saúde;

– preparar-se para o parto e para a parentalidade;

– informar-se sobre deveres e direitos parentais.

 

É preciso suplementar?

 

Sim! Na 1ª consulta de vigilância também se fala da importância da suplementação, já que esta permite prevenir malformações congénitas, ou seja, malformações do bebé presentes na altura do nascimento, reduzir os riscos de anemia materna e de baixo peso do bebé à nascença. Não havendo contraindicações, a grávida deve iniciar a suplementação o mais precocemente possível, sempre nas doses recomendadas:

 

ácido fólico – 400 μg/dia;

– iodo – 150-200 μg/dia de iodeto de potássio, desde que não existam contraindicações para o fazer;

– ferro –  30-60 mg/dia de ferro elementar, na ausência de contraindicações para o fazer.

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