Nutrição e fertilidade – existe relação?

Nutrição e fertilidade – existe relação?

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De acordo com a Associação Portuguesa de Infertilidade, estima-se que, em Portugal, 15 a 20% dos casais em idade reprodutiva tenha problemas de fertilidade.

No entanto, calcula-se que exista uma percentagem elevada de casos desconhecida, pois nem todos procuram ajuda médica.

Ponderar ter um filho é um grande passo na vida de um casal. Planear uma gravidez é extremamente importante, quer para garantir a saúde do bebé e da mamã, quer para garantir que estão reunidas as condições para que o casal possa conceber sem problemas. 

É importante que, antes da gravidez, os futuros pais se aconselhem junto de profissionais de saúde especializados sobre os cuidados a ter nessa fase das suas vidas, realizando, se necessário, exames médicos e ajustes ao estilo de vida para garantir uma gravidez bem-sucedida.

A nível nutricional, além de se corrigirem eventuais erros alimentares, é importante compreender se há algum desequilíbrio nutricional, sendo o ferro, o ácido fólico, a vitamina B12, a vitamina D, o iodo e o cálcio, alguns dos nutrientes mais relevantes. Assegurar um bom estado nutricional é determinante para garantir o bom desenvolvimento de processos inerentes à gravidez (p. ex.: formação e implantação da placenta, diferenciação celular, crescimento fetal e correto encerramento do tubo neural).

As mulheres com intenção de engravidar são, atualmente, aconselhadas a tomar suplementos de ácido fólico pelo menos 2 meses antes da interrupção do método contracetivo e durante o período da gravidez, a fim de reduzir o risco de defeitos do tubo neural no feto. A norma da Direção-Geral da Saúde, (circular normativa N.º: 02/DSMIA de 16/01/06) recomenda uma dose diária de 0,4 mg de ácido fólico.

Ao nível da dieta, esta deve ser variada e saudável, com a ingestão adequada de nutrientes, semelhante à recomendação para a população em geral. Deve adotar um padrão alimentar baseado em alimentos ricos em amido (escolhendo variedades de grãos integrais ou batatas com a pele, quando puder). Deve também incluir muitas frutas e vegetais, quantidades moderadas de carne, peixe e/ou outras fontes de proteína (como ovos e leguminosas), bem como quantidades moderadas de laticínios (como leite, iogurte ou queijo). Alimentos e bebidas com alto teor de gordura e açúcar devem ser consumidos em quantidades limitadas.

A adoção de um padrão alimentar mediterrâneo parece também estar positivamente relacionada com o aumento da fertilidade em ambos os sexos, pela melhoria geral no metabolismo.

O peso corporal também parece estar associado à fertilidade. Esta relação entre fertilidade e peso também se verifica no sexo masculino, pelo que muitas vezes, as alterações de hábitos alimentares e de vida, deverão ser realizadas em casal. 

Para além de tudo isto, ainda se aconselha:

  • Parar totalmente o consumo de álcool.
  • A ingestão de cafeína deve ser limitada a 200 mg / dia. Equivale a cerca de duas canecas de café instantâneo, 1 a 2 cafés tipo “bica” por dia (cada café tem cerca de 120 ml de cafeína) e 3 canecas de chá (Fonte: USDA) se habitualmente consome muita cafeína e pensa engravidar, deve iniciar gradualmente a sua redução.
  • Os casais que estão a ponderar engravidar também são aconselhados a parar de fumar, pois fumar, (incluindo o fumo passivo) pode reduzir a probabilidade de engravidar e pode prejudicar o desenvolvimento normal do feto.

A gravidez é um estágio excecional da vida. A dieta adotada pela família influenciará a saúde do futuro bebé, não só durante a gravidez, mas também ao longo da sua vida.  Ter uma alimentação variada, equilibrada e completa, segundo os padrões da dieta mediterrânea é fundamental para a saúde de todos. 


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